Mudanças na Educação geram alerta e Sindicato cobra secretaria sobre decisões sem diálogo e planejamento que afetarão Professores e alunos
Quando parece que a Secretaria de Educação já chegou ao limite, surgem novas medidas capazes de provocar ainda mais preocupação entre profissionais, alunos e toda a comunidade escolar. Depois do FALSO enquadramento das Educadoras no quadro do Magistério, outras decisões chegam sem debate ou transparência. Entre elas, está a proposta de fechamento de cinco unidades da Educação Infantil, com a unificação de cinco creches junto à cinco EMEIs, em apenas uma estrutura, apenas porque são vizinhas. Como se derrubar um muro ou retirar uma cerca fosse suficiente para resolver os problemas da Educação!
A medida, além de interferir diretamente na rotina de centenas de profissionais e crianças, levanta questionamentos sobre estrutura, organização, condições de atendimento e planejamento pedagógico. Tudo isso ocorre enquanto cresce a compra de vagas em creches privadas conveniadas, em sentido contrário ao fortalecimento da rede pública. Soma-se a esse cenário a decisão de encerrar a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas escolas Ângelo e Maestro, concentrando as atividades na escola Vítor, justamente onde o atendimento havia sido encerrado há poucos anos.
De uma hora para outra, Professores podem perder classes e sede escolar, enquanto alunos terão de se deslocar para locais mais distantes, o que pode dificultar a permanência e ampliar a evasão.
Mais grave ainda é a forma como essas decisões vêm sendo conduzidas! Conselhos de Escola, Conselho Municipal de Educação e demais instâncias de participação, fiscalização e controle sequer teriam sido devidamente ouvidos ou comunicados. Não se trata apenas de reorganizar prédios, salas ou classes: estamos falando de profissionais que têm suas vidas e condições de trabalho afetadas e de estudantes que dependem de uma rede pública planejada, acessível e de qualidade.
Educação pública não pode ser tratada como uma planilha de despesas, na qual basta cortar, juntar e transferir para fazer as contas fecharem.
RESPOSTA IMEDIATA
Diante desse cenário, o STSPMP (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia) está atento e não ficará em silêncio! A entidade já solicitou informações, apresentou questionamentos e cobra uma reunião de EMERGÊNCIA para discutir as medidas e seus impactos. Os Servidores não podem ficar à mercê de decisões sem diálogo e planejamento.
O Sindicato seguirá na defesa dos profissionais da Educação, cobrando respeito, participação e responsabilidade na gestão da rede municipal. Porque economizar às custas do Servidor, precarizar o atendimento e ignorar a comunidade não é planejamento: é colocar em risco o futuro da Educação!


